sábado, 3 de maio de 2014

O Dançar de uma Kajira



Cada dança Goreana tem um significado. 
Em geral, a dança de uma kajira deve ser uma forma de expressão de seus sentimentos. Importa que a kajira use o que quer que ela tenha dentro dela, sua excitação, seu medo, sua insegurança, sua dúvida ou até mesmo sua raiva. A arte da dança Goreana é a arte de transformar suas emoções em beleza de movimentos.

Em online Gor é muito comum um Master ordenar que Suas kajiras façam uma descrição de como dançariam para Ele. Na verdade o que é oferecido nesses casos é a beleza do texto, que, como uma poesia e como o online serve, agradam e estimulam. Também é uma chance que a kajira tem de expressar seus sentimentos e emoções. Através da dança, ou da descrição dos movimentos e da expressão das reações emocionais que tem ao faze-lo a kajira deixa a mostra seus traços, físicos e psicológicos. 
Existem várias danças Goreanas e cada uma tem suas características. Uma delas é a NEEDS DANCE. Nela a kajira deve se focar em expressar o desejo que tem em servir e ser considerada agradável. 

Uma kajira deve desenvolver suas danças, de forma a torná-las cada vez mais originais. Ela deve desenvolver seu estilo próprio, e com isto, chamar a atenção de seu Dono e satisfazer seus desejos. A dança deve se tornar uma das habilidades mais sensuais e sedutoras de uma kajira.

Fontes: GOR Brasil, Gor na Terra e Mestre K@

Submissa de Sessão...uma Jóia rara ou um monstro ??


Texto de {mirah}de ALDO ....

Na teoria, é para ser um momento de puro prazer... 3 pessoas, com o mesmo objetivo, jogando o “JOGO BDSM” dentro das regras fundamentais, as quais meu DONO não abre mão, que é o SSCE – São, Seguro, Consensual e Ético... 

Na teoria, porque na prática...

Parece que cada vez que você menciona a palavra sessão avulsa, a pessoa em questão pode morrer subitamente... Isso afasta qualquer possibilidade de diálogo, de interação ou aproximação.

Eu não sei se existem submissas que procuram apenas prazer em sessão, ou se existem submissas iniciantes conscientes de que para ocupar uma camisa titular no JOGO BDSM, há que se treinar e muito e que muitas vezes ocupar o banco reserva não é indigno, na verdade é sinal de prudência. Se estas realmente existem, por favor, apresentem-me, porque o que tenho encontrado são submissas iniciantes com sede de coleira. Com pressa, urgência... atropelando tudo e todos...atropelando a liturgia e principalmente a si mesmas.

Li numa comunidade, que a aversão à sessões avulsas se dá por conta do preconceito que os bottons enfrentam e dos rótulos que carregam e que vai desde insubordinável até “rodada demais”. No meu entender a última palavra a ser pronunciada no meio BDSM deveria ser preconceito, afinal, ter ou não ter DONO, entregar-se sem coleira, sessão avulsa, são opções muito pessoais e não cabe sequer opinião de ninguém, principalmente porque não faz sentido... Parece que este conceito é bem baunilha, é como julgar uma mulher que transa com quem, como e quando quer e trata-la como puta... lamentável...

Agora falando dos benefícios: na minha opinião, que lindo seria se as submissas iniciantes, dispostas a sessões avulsas, pudessem ser recebidas nas nossas relações, especialmente nas mais antigas como a minha, com carinho e respeito.
 Que lindo seria, se elas entendessem que Dominação e submissão não é coisa para ser tratada no MSN, mas na vida real. E que maravilha para elas, se tiverem a oportunidade de envolver-se com pessoas sérias e já experientes no meio. E que maravilha para nós, podermos ser as cúmplices que nossos DONOS tanto procuram...



Ah, ta... eu esqueci de mencionar sobre o ciúme que uma bela submissa de sessão pode provocar nas subzinhas devidamente encoleiradas... e confesso que eu mesmo já tive um ou outro chilique com a aproximação de algumas delas... 
E justifico: não vou falar pelas outras submissas, mas no meu caso, a questão não é possessão ou desejo de controle sobre meu DONO, minha proposta não é essa, sou submissa e sei meu lugar, o que me incomoda é que em vez de aceitar uma sessão avulsa, com dignidade, às claras para conhecer as pessoas envolvidas, muitas submissas iniciantes preferem um papo private com os Tops oferecendo seus lindos e inexperientes pescocinhos, ignorando por completo o resto do contexto, a história construída e o que foi previamente combinado entre eles. É isso que causa as maiores dores e em muitos casos o rompimento das relações.



De que adianta viver na defensiva, se é ao TOP que cabe determinar a aproximação de quem quer que seja, e se ELES acordarem um dia com o firme propósito de aumentar a família, não adianta rosnar para as candidatas, mas também não sejamos hipócritas, somos humanas, temos sentimentos e se as coisas não são bem claras, criamos monstros com sete cabeças ou mais. Racionalmente falando, se for uma realidade a ser vivida, eu prefiro que o bichão tenha sido recebido, orientado e alimentado com a minha ajuda!


Um brinde às subs de sessão que são peças muito importantes para o prazer e o crescimento de todos!

Tim, tim

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Blind date – Privação de sentidos


De todos os sentidos que temos, acredito que a visão seja a que mais influencia em nossas decisões, em nossas vontades, em nosso equilíbrio. E por aí vai uma lista imensa de possibilidades que este sentido nos traz.
O blind date, muito mais do que um encontro às escuras, é na minha opinião uma privação de sentidos intensa e que propicia uma riqueza de interações e sensações que está diametralmente oposta a tudo o que esse sentido permite, e por essa razão é a força motriz que impulsiona sentimentos únicos e intensos; carregados de prazer e volúpia. Além é claro das possibilidades de se potencializar outras técnicas do BDSM, combinando práticas que só o dominador pode ditar.
A submissa vendada, o dominador aguçando seus sentidos

Um bom blind date acontece antes que a parte que será vendada conheça o corpo de seu dominante. É um sinal de risco, entrega, confiança; um convite ao prazer, à descoberta, às possibilidades que a troca de poder pode propiciar.
Imagine uma cena onde a submissa chega primeiro, prepara o ambiente, velas, aromas, pétalas de flores pelo caminho, uma música gostosa, meia luz, alguns acessórios dispostos de forma organizada em cima da mesa, uma garrafa de vinho no balde de gelo, e a parte mais importante da cena… a submissa, linda, ajoelhada de costas para a porta, respiração profunda, pele arrepiada, vendada, excitada e com medo, trêmula, à espera de um dominador que a seduziu, que vai marcar a sua pele com palmadas fortes, mordidas, chicotadas e com cordas que apertam seu braço e tornozelo.
Então finalmente o dominador chega, ela ouve seus passos, ele tranca a porta, a respiração dela entra num ritmo torturador, ele caminha pelo quarto, a observa, imóvel, trêmula, louca de desejo misturado com medo. Ele chega perto de seu ouvido, elogia seus cuidados sobre como se vestiu e cuidou de tudo, diz que está excitado por começar e explorar nela o maior prazer que o seu corpo pode dar, usá-la, submetê-la. Ela está mais trêmula a cada segundo… ele tem uma fala suave, diz as coisas perto de seu ouvido, de forma devagar, voz baixa, arfando o calor que ela poderá talvez sentir em sua boca mais tarde.
blind date é com certeza a prática que mais aprecio. Talvez eu continue essa cena, tenho certeza que já é possível construí-la de forma bem rica a partir deste ponto… e é possível entender porque pode ser algo intenso e único.
Continua? talvez… E você, gosta do blind date?
Por: Dom Draconiano