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quinta-feira, 26 de julho de 2018

Uma análise do Bárbaro e do Civilizado na Perspectiva Goreana.


Em termos históricos sempre tivemos contato com a dualidade bárbaro-civilizado, estes conceitos difundidos na sociedade moderna vão absolutamente na contra mão do contexto que Gor entende por bárbaro-civilizado, aliás, o conceito de civilização sob meu ponto de vista, não é bem vindo pelo autor como mostram os livros, para os egípcios antigos os gregos eram tidos como bárbaros por viverem um tribalismo e se doarem as guerras, por tratarem as mulheres com rigidez e disciplina, sempre existiu um apelo de classificar o rival nesse conceito que, tudo que é viril, guerreiro e dominador é depreciativo para a etiqueta social moderna, assim como foi para muitas civilizações antigas, o homem civilizado é aquele que está alinhado as leis, a ética, ao código moral vigente, a ovelhinha do rebanho e etc... 
Nenhum problema quanto a seguir leis e códigos morais, o problema começa quando esses valores fogem a um padrão ético natural que deveria ter por leme a natureza como autoridade, infelizmente, sinônimo de civilização é a morte dos instintos naturais para dar lugar a um sistema sócio-político que vai engessar e gerar seres altamente castrados biologicamente e psicologicamente.
Não precisamos ir muito longe para detectar problemas de ordem mental e física no ser humano que se afasta de um modo de vida mais natural ao se engessar em muitas leis,ao perder o contato com um sistema ecológico consistente, ao atender religiões, dicotomias políticas, sedentarismo, conformismo, se reprimindo como se fosse uma fera selvagem que após anos em uma jaula se torna um animal dócil, manso e domesticado, completamente irreconhecível. 
Então, exaustivamente vamos ver personagens nos livros criticando as culturas e os sistemas políticos que vivemos na terra, alertando para um embrutecimento dos instintos, embrutecimento disfarçado em termos de valores progressistas e humanistas que nada tem de compromisso com o que a essência humana realmente precisa, que é mais naturalidade na forma trágica e alegre de viver nas polaridades negativas e positivas da natureza ao mesmo tempo. Para o goreano, não existe ser mais bárbaro que aquele que nega suas necessidades naturais para se alinhar aos interesses de uma elite que não tem compromisso com a natureza em si, mas apenas com formalidades políticas que privilegiam meia dúzia de pessoas no topo.
O grande engano com relação a noção de evolução que a civilização moderna produz, provém das facilidades que a sociedade da tecnologia e do progresso científico despejam como cavalo de Troia na nas portas da natureza humana, o tédio, a depressão, o suicídio e as neuroses só aumentam em face as facilidades e o estado obsoleto que o ser humano se encontra. 
As leis para proteção do homem e a forma de mima-lo progride histericamente formando seres defeituosos e aleijados, não existe nada mais bárbaro que negar a dominação masculina e a submissão feminina como o homem civilizado faz, não existe nada mais bárbaro que negar a aristocracia da natureza como os sistemas políticos negam, não existe nada mais bárbaro que reprimir a vontade de poder do homem como as instituições religiosas pregam, a barbaridade da negação dos valores de competição, da seleção natural e a guerra para estabelecer valores são nítidas, seleção natural que esta totalmente fora do poder e controle de especulação dos intelectuais humanistas modernos, especuladores que acham que podem intervir nas verdades e fluxo da natureza.
Para muitos tudo isso pode soar agressivo, injusto ou brutal, mas não é, embora uma crítica acirrada ao conceito de civilização que poda a natureza humana possa parecer um apelo a um retorno aos instintos naturais bestiais, não é esse o foco da filosofia goreana, que tem como rumo, um retorno a um naturalismo ético e não bestial como os povos em decadência entraram em face ao contato com um tipo de hedonismo grosseiro ou a barbárie, mais ai é papo para outro texto...


By Master Suleyman Aretai

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Dominador Ideal ....



Tenho certeza que o Dominador Ideal existe. Mas Dominantes de verdade são criaturas difíceis de encontrar. 

A grande questão está na formação básica desta pessoa... No seu caráter, princípios éticos e postura diante da vida. Algo que vai muito além do Universo BDSM. Ou seja, terá que encontrar alguém capaz de assumir a responsabilidade por seus próprios atos. Erros ou acertos... Um Homem, no sentido mais amplo desta palavra. Um homem de verdade.

Além disso, não basta que esta pessoa tenha o potencial para dominar (um dominante natural, digamos assim). O exercício da dominação é algo que leva tempo e que demanda inúmeras experiências ao longo da vida. Portanto, é um processo contínuo, um longo aprendizado. E é justamente através desta vivência que o Homem de Verdade poderá se transformar no Dominador de Verdade. Alguém que seja capaz de cuidar e ser responsável pelo poder que conquistar diante de outra pessoa. 

Por fim, ainda tem que contar com a sorte deste Homem ser compatível com você. Aqui entram questões como: química, interesses comuns, princípios e valores, aceitação da natureza do outro etc. 

Em minha opinião, as unanimidades, além de serem e monótonas, são difíceis de encontrar. Assim, não existe um “Dominador ideal” e sim, um “ideal” para você.

O que complica é o fato desses alinhamentos em termos de compatibilidade são transitórios... Temporários. Somos humanos e por conseqüência, sujeitos a mutações. Influências externas nos mudam (nem sempre para melhor). Fatores como ambiente, pessoas e até o tempo que passa nos lapida e aperfeiçoam (alguns se desgastando, mofando e apodrecendo).

Então... Isso de caminhar lado a lado (no caso do BDSM, seguindo ou sendo seguido) com o seu parceiro fica complicado. Em muitos casos, essa proximidade dura apenas um tempo. E o parceiro fica longe... Longe demais.

Só resta a vida real. Que não é perfeita. É só vida. E para viver da melhor forma possível, deve buscar se aprimorar na escolha das pessoas que irão te cercar. E uma vez escolhidas, trabalhar na manutenção da relação, respeitando-se sempre sua própria natureza e valores. Caso ocorra uma determinada incompatibilidade que a distancie de seu parceiro, converse com ele e busque realinhar os interesses e desejos de cada um. 

Dessa forma, creio que o “prazo validade” da relação será “prorrogado” pelo tempo que o alinhamento for mantido.

O “Dominador ideal”, ou melhor, parceiro “ideal” existe... Mas tão somente pelo período em que um bom encontro for possível. 

POR: GLADIUS MAXIMUS



domingo, 4 de maio de 2014

A Etiqueta Perdida



Etiqueta: Cerimonial usado nas cortes, nas residências dos chefes de Estado etc. / Formas cerimoniosas usadas entre particulares. (Aurélio)
Atualmente o 'lifestyle' BDSM perdeu um pouco o contato com o protocolo e etiqueta, e isto tem causado inumeros atritos entre os adeptos ao 'lifestyle'.
Na realidade a culpa não é só dos recém chegados, muito menos dos 'filhos de Grey'. Com o grande afluxo de novas pessoas ao BDSM e a falta de qualquer tipo de orientação ou de um sistema de mentorado efetivo, a maioria dos novatos desconhecem a forma de comportamento adequado.
Não existe uma etiqueta, ou protocolo, universal, muito embora algumas regras básicas possam ajudar os novos, e alguns 'antigos'(sic), a se situarem.
- Não toque nisso!!! Esta norma se aplica a pessoas e a brinquedos. Algumas pessoas serão legais ao te verem acariciando o chicote delas; outras, no entanto, podem ficar bastante ofendidas. Por isso peça sempre permissão antes de tocar. Isso vale em dobro para pessoas. Um tapa naquela bunda pode parecer uma ótima ideia, mas se a bunda que pretende bater não é tua isso seria como assaltar um banco. Lembre-se que toda ação provoca uma reação e tudo pode virar uma confusão enorme se a 'policia' te pegar.
- Feche a boca!!! Por mais tentador que seja, não discuta a grande cena que teve com Maria (ou José) na play de ontem sem a permissão de todos os envolvidos, que seriam voce, Maria (ou José), outros presentes na cena e quem organizou a play. Enquanto alguns são totalmente abertos sobre suas atividades, outros ainda preferem manter algumas coisas em sigilo.
- Não exponha aos baunilhas!!! Não fale sobre locais envolvidos nas tecnicas BDSM perto de baunilhas. Eles vão discriminar qualquer pessoa que saibam que foi aquele local. Não mostre brinquedos, açoite alguém, ou amarre quem quer que seja em munches realizados em locais baunilha.
- Não exponha os BDSMer!!! Não use o nome real de alguém no grupo BDSM, a menos que ele diga que não tem problemas. E não use o nick desta pessoa num ambiente baunilha. Ele não precisa te dizer para não discutir sua vida BDSM na baunilha e nem a baunilha na BDSM.
- Não corrompa os novatos!!! Não 'caia matando' nas pessoas recém chegadas ao meio. De-lhes tempo para respirar e se acostumar com as coisas antes de ir incomoda-las ou pressiona-las. A chave para o consentimento é o conhecimento, se são novatos eles não tem o conhecimento. Não se aproveite disso, informe antes de usar.
- Acalme-se!!! Não interrompa alguém durante uma cena. Seja por entrar no espaço dela ou por falar em voz alta. Se não tem noção do quão alta tua voz pode soar, não fale.
- Limpe-se!!! Limpe tudo e a voce mesmo depois da play ou cena. Voce não é uma criança e ninguém quer lidar com seus fluidos corporais ou 'embalagens de doce' usadas.
Esperamos que estes items básicos dêem uma ideia um pouco melhor as pessoas de como se comportar como adultos. Lembre-se que ações torna-se hábitos, se forem realizadas com frequência suficiente.

Por: Luiz Segger
Fonte: Grupo BDSM Point 1.0 (Facebook)

sábado, 3 de maio de 2014

Submissa de Sessão...uma Jóia rara ou um monstro ??


Texto de {mirah}de ALDO ....

Na teoria, é para ser um momento de puro prazer... 3 pessoas, com o mesmo objetivo, jogando o “JOGO BDSM” dentro das regras fundamentais, as quais meu DONO não abre mão, que é o SSCE – São, Seguro, Consensual e Ético... 

Na teoria, porque na prática...

Parece que cada vez que você menciona a palavra sessão avulsa, a pessoa em questão pode morrer subitamente... Isso afasta qualquer possibilidade de diálogo, de interação ou aproximação.

Eu não sei se existem submissas que procuram apenas prazer em sessão, ou se existem submissas iniciantes conscientes de que para ocupar uma camisa titular no JOGO BDSM, há que se treinar e muito e que muitas vezes ocupar o banco reserva não é indigno, na verdade é sinal de prudência. Se estas realmente existem, por favor, apresentem-me, porque o que tenho encontrado são submissas iniciantes com sede de coleira. Com pressa, urgência... atropelando tudo e todos...atropelando a liturgia e principalmente a si mesmas.

Li numa comunidade, que a aversão à sessões avulsas se dá por conta do preconceito que os bottons enfrentam e dos rótulos que carregam e que vai desde insubordinável até “rodada demais”. No meu entender a última palavra a ser pronunciada no meio BDSM deveria ser preconceito, afinal, ter ou não ter DONO, entregar-se sem coleira, sessão avulsa, são opções muito pessoais e não cabe sequer opinião de ninguém, principalmente porque não faz sentido... Parece que este conceito é bem baunilha, é como julgar uma mulher que transa com quem, como e quando quer e trata-la como puta... lamentável...

Agora falando dos benefícios: na minha opinião, que lindo seria se as submissas iniciantes, dispostas a sessões avulsas, pudessem ser recebidas nas nossas relações, especialmente nas mais antigas como a minha, com carinho e respeito.
 Que lindo seria, se elas entendessem que Dominação e submissão não é coisa para ser tratada no MSN, mas na vida real. E que maravilha para elas, se tiverem a oportunidade de envolver-se com pessoas sérias e já experientes no meio. E que maravilha para nós, podermos ser as cúmplices que nossos DONOS tanto procuram...



Ah, ta... eu esqueci de mencionar sobre o ciúme que uma bela submissa de sessão pode provocar nas subzinhas devidamente encoleiradas... e confesso que eu mesmo já tive um ou outro chilique com a aproximação de algumas delas... 
E justifico: não vou falar pelas outras submissas, mas no meu caso, a questão não é possessão ou desejo de controle sobre meu DONO, minha proposta não é essa, sou submissa e sei meu lugar, o que me incomoda é que em vez de aceitar uma sessão avulsa, com dignidade, às claras para conhecer as pessoas envolvidas, muitas submissas iniciantes preferem um papo private com os Tops oferecendo seus lindos e inexperientes pescocinhos, ignorando por completo o resto do contexto, a história construída e o que foi previamente combinado entre eles. É isso que causa as maiores dores e em muitos casos o rompimento das relações.



De que adianta viver na defensiva, se é ao TOP que cabe determinar a aproximação de quem quer que seja, e se ELES acordarem um dia com o firme propósito de aumentar a família, não adianta rosnar para as candidatas, mas também não sejamos hipócritas, somos humanas, temos sentimentos e se as coisas não são bem claras, criamos monstros com sete cabeças ou mais. Racionalmente falando, se for uma realidade a ser vivida, eu prefiro que o bichão tenha sido recebido, orientado e alimentado com a minha ajuda!


Um brinde às subs de sessão que são peças muito importantes para o prazer e o crescimento de todos!

Tim, tim